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A ausência nas Folhas deveu-se a viagens… onde tivemos a oportunidade de estar em contato com quatro diferentes grupos buddhistas em três cidades. No Nalanda São Paulo, houve a oportunidade de desenvolver temas importantes como a questão das motivações no Theravada (particularmente relevante quando outras ‘escolas’ ou individuos pouco informados acusam o Theravada de motivação egoísta e busca de iluminação pessoal – seja lá o que entendam por isso), o papel do homem no contexto do universo, e o prosseguimento dos estudos mais profundos do Dhammapada. No Cebb Paramitta e na Comunidade Zen, ambos de Curitiba, o contato com os membros desses grupos e com os curitibanos em geral foi muito estimulante, e mesmo surpreendente ver o interesse despertado pela abordagem Theravada do caminho e da prática meditativa. Paramitta é uma palavra tão interessante, e significa algo como ‘virtude transcendente’ ou ‘virtude que leva à transcendência’. Enquanto que na antiga tradição sânscrita os paramittas eram em número de seis, na tradição pali/theravada desenvolve-se a noção de dez paramittas: generosidade, virtude, renúncia, sabedoria, energia, paciência, veracidade, determinação, amizade amorosa e equanimidade. A comunidade zen de Curitiba por sua vez conta com o espaço inspirador do Templo Japonês, na praça do Japão, construído no estilo tradicional. Já em Florianópolis tivemos a oportunidade de conhecer a afetuosa sangha zen dessa belíssima ilha, cheia de praias, recantos, gaivotas e inspiração. Na palestra na universidade cerca de cem pessoas apareceram para ouvir sobre a meditação buddhista e mais especificamente Theravada, enquanto que nas reuniões com o grupo zen pudemos conhecer os praticantes e o novo local de reunião. No geral, bastante estimulante visitar grupos de prática e aprender com o esforço e dedicação ao Dharma de todos os organizadores e praticantes.