É Tibet, Cambodia, Laos, tudo novamente….

O pior já está acontecendo. Os mosteiros estão sendo invadidos, monges assassinados a sangue frio. O povo nas ruas recebendo tiros e jatos de água com produtos que estimulam a coceira. Desde anteontem há rumores que soldados estão se vestindo como monges para estimular os conflitos. E também que estariam para praticar atos de violência vestidos como monges contra mesquitas, para estimular um conflito entre buddhistas e muçulmanos.

Que o mundo saiba claramente que a China e a Rússia, como membros permanentes da ONU, vetaram qualquer suporte da ONU na situação da Birmânia. Protestos devem ser dirigidos às Embaixadas desses dois países que suportam há décadas todas as formas de violações dos direitos humanos.

Saibam também que a Siemens (empresa alemã que supre turbinas), a Rolls-Royce (empresa britânica que provê material aeronáutico), o grupo Sumitomo do Japão, a Suzuki japonesa, a Swift (controlada por bancos como o Citibank, HSBC e ABN Amro – provê facilidades econômicas que furam as sanções impostas pelos EUA à região) , são algumas das empresas que dão sustento ao regime militar birmanês.

É Tibet, Cambodia, Laos, tudo novamente….

Na foto ao lado, o jornalista Kenji Nagai, morto a tiros na última quinta. A telefonia internacional e a internet foram cortadas, uma passo além das muitas restrições que já haviam.

As possíveis ‘boas’ notícias é de que há rumores de que a junta começa a sofrer divisões internas. A junta é governada por três ‘homens fortes’. Um deles, Maung Aye, e seus seguidores parece ter-se oposto ao atirar na população. Há também rumores que setores do exército começam uma oposição, mas não se sabe qual sua natureza.

1 thought on “É Tibet, Cambodia, Laos, tudo novamente….

  1. Tenho lido/ouvido alguns argumentos contra a participação e
    a liderança dos monges nos protestos que se iniciaram pacificos.Oras numa população em mais de 80% são budistas isso é natural é lógico. Separar a prática formal do dia-a-dia não é a verdadeira prática espiritual plena, que a meu ver não pode estar dissociada do contexto em que se vive nosso dia-a-dia. Do contrário
    é apenas jogo de cena, um certo auto-engano que muitos pretendem e o fazem de fato. Qdo a situação requer um engajamento mais firme, não há outra prática possivel a não ser – fazer o que tem que ser feito – haja o que houver.
    Quem viveu sob uma ditadura e sentiu seus efeitos ideológicos no curto prazo e pode ver o que ela faz com as geraçoes vindouras, não pode se omitir, ainda que a distância nos impeça de ações mais concretas por hora.
    Para muitos jovens, e alguns nem tão jovens assim, que estão conhecendo o Dharma através de meios eletronicos e no conforto de seus lares, frente a bytes e bytes…olhar tudo isso, os deixa confusos, agitados alguns amedontrados, já li algumas bobagens por ai. O Dharma do Buda não prega a covardia frente a opressão e a barbárie, e nem meditação silenciosa quando a situação requer ação.
    Vendo essas imagens atuais, me vieram a mente as cenas de outrora dos anos 60, Laos, Camboja, Vietnã, tudo novamente….e me pergunto: até quando? quantas gerações mais serão necessárias para mudar-mos isso tudo?

    esse blog, me parece confiavel, já que é sustentado com informações diretas de voluntários através de cybers,emails e outras formas de passar informações além dos controles oficiais.

    http://ko-htike.blogspot.com/

    no Dharma

    ana

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