tam mai xe may hanh

Parto da ilha em direcao a uma cidadezinha ao sul de Hanoi. Foram relaxantes dois dias, mas eh hora de por o peh na estrada. O bilhete que comprei eh supostamente para me levar ate meu destino combinado. O onibus estaciona as 9h16 (estava marcado para as 9h00) e por uns 40 minutos ele circundeia a bela ilha. Num pequeno porto todos entram num speedboat, ou seja, numa lancha que tem a capacidade de levar 24 pessoas mais algumas motos em sua traseira. Para entrar, mostrei meu recibo, o qual o sujeito nem moveu os olhos para ler. Como ele sabia que eu estava com um recibo valido ou para onde eu estava indo? Sao 10h00 e lah vamos nos, esse trajeto especifico nao parecendo ser lah muito turistico pois sou o unico estrangeiro. Depois de uns 40 minutos de lancha chegamos num porto. Como no primeiro caso, apenas um pedaco de terra no meio do nada. Tem um onibus esperando. Mostro meu recibo, um papel comum escrito em vietnamita, e novamente o motorista do onibus nem se digna a olha-lo. Pronuncio o nome da cidade para onde vou, ele olha para mim, olha para um outro sujeito sentado num banquinho de madeira e pergunta a ele alguma coisa. O sujeito acena afirmativamente com a cabeca. Ou seja, o proprio motorista nao sabe se o onibus que ele dirige vai para onde supostamente eu deveria ir. Nao ha mais ninguem para perguntar, entao nada mais resta que entrar no onibus e ver onde isso vai dar.

No Vietnam, eh dificil encontrar quem fale alguma coisa de ingles. As palavras sao todas monossilabos: tam mai xe may hanh binh truc xuan ngoc hoa van chau hue. Por todo o trajeto vi uma unica palavra que reconheci: photo copy. E como a lingua aqui eh monossilabica, estava escrito assim:

Pho to
Cop py

O onibus parte cheio e por uns 20 minutos passamos por entre centenas de imensos containers amontoados. Aparentemente estamos em alguma regiao portuaria onde armazenam esses containers. Finalmente o onibus estaciona dentro de uma cidadezinha e dezenas de motoqueiros vem oferecer seus servicos aos que estao no onibus. Novamente eu pronuncio o nome da cidade para onde eu iria, jah sem esperanca de que nesse troca troca de meios de transporte alguem ainda se lembre para onde vou. Notem que ninguem viu ainda meu recibo. Um motoqueiro escuta minha cidade e aponta para ir com ele. Ok… De capacete e mochila nas costas ziguezagueio por entre centenas e centenas de motos e bicicletas num cidade que suponho deva ser onde devo estar. Afinal, de quem eu comprei a passagem ele me disse que teria um motoqueiro me esperando para levar pro hotel. Seria esse em que estou agora?? Primeira parada: um beco. O motoqueiro sai da moto e faz sinal de que eu devo esperar enquanto ele leva um saco de camaroes cozidos para alguem… De volta para o transito infernal de motos e ele finalmente me deixa na rodoviaria. Ele fala alguma coisa com um empregado de lah, que me leva para o guiche. A moca do guiche, novamente sem ver meu recibo, emite um ticket para a cidade desejada, o rapaz paga (estranho pois o motoqueiro nao deu nenhum dinheiro para ele) e aponta que o onibus sai ao 12h15. Mais de duas horas depois, em que o onibus ia parando para pegar embrulhos, pessoas, bicicletas, etc. Cheguei noutra rodoviaria onde um rapaz sorridente segurava uma plaquinha de papel escrita com meu nome ? Cheguei ao meu destino. Olhem minha visao da janela de meu quarto:

6 thoughts on “tam mai xe may hanh

  1. Gde abraço, Selma
    (o comentário acima é meu rsss rsss eu esqueço de assinar)

  2. Nossa,sabe que gerou até um suspense?! Ainda bem que o desfecho foi essa vista da janela do hotel né… Não sei, mas acho que novas aventuras o aguardam ainda rsss rsss rsss.

Os comentários estão fechados.