Ajudando as mulheres renunciantes e os doentes

Talvez nem todos saibam o quanto é mais difícil para as mulheres levarem uma vida renunciante, principalmente nos países asiáticos. Tanto no Buddhismo Theravada, quanto no Buddhismo Tibetano, as linhagens monásticas femininas se extinguiram (tecnicamente mal se pode falar de que houve mesmo no Tibet, e no Japão logo desapareceu também). Mas a pujança das mulheres é algo bem anterior aos movimentos de liberação feminista do final do sec. XIX e começo dos XX no Ocidente. Apesar de não poderem ser ordenadas regularmente, ainda havia o caminho regular da ordenação de 8 e 10 preceitos. Para todos os efeitos em termos de estilo de vida, elas viviam e vivem como os monges. Talvez até mais estritas, pois haviam de levar uma vida exemplar de meditação, serviço e dedicação ao Dhamma. Na Thailândia são chamadas de mae chee, na Birmânia de thilashin, no Sri Lanka de silmatas. A vida não é fácil pra elas, pois recebem muito menos suporte que os monges. Devotos imaginam que é mais meritório doar para monges do que para elas – ainda que em termos de estilo de vida sejam bem parecidos. Recebem então menos alimento, menos doações e frequentemente contam com a ajuda de amigos e parentes para sobreviver na vida de celibato, meditação e serviço ao Dhamma. As mais velhas ou que não têm parentes frequentemente são esquecidas e passam fome. Mae Chee Brigitte, uma renunciante Theravada austríaca e professora de Dhamma que vive há anos na Thailândia, desde 2005 ajuda 60 dessas monjas e sobreviver. Esse projeto é muito importante para ajudarmos a manter o caminho monástico aberto às mulheres.
Outros que muito precisam de ajuda são os milhares de doentes sofrendo de AIDS na Thailândia. O Wat Phra Baht Nam Puk é um mosteiro buddhista que decidiu abraçar o conselho do Buddha que disse que cuidando dos doentes o praticante do Dhamma cuidava do próprio Buddha. Coordenado pelo Ven. Dr. Alongkot Dikkapanyo, desde 1992 se dedica a salvar vidas e cuidar dos doentes. Por favor, vejam o vídeo abaixo sobre esse projeto.

Convido agora todos os leitores das Folhas no Caminho, dos sites ligados à Comunidade Nalanda e todos os seguidores do dharma interessados em ajudar a aproveitar de minha viagem para a Thailândia para fazerem uma doação a essas duas causas. Mesmo já partindo de viagem, levarei recursos extras para cobrir suas possíveis doações. Façam sua doação preenchendo este formulário *após* terem realizado o depósito na conta mencionada no formulário. Lembrem-se qualquer quantia é muito bem-vinda. Para o doador é a intenção que é a base da ação meritória. Para o que recebe significa mais um dia comendo ou mesmo vivo.

De preferência, façam suas doações até dia 5 de setembro. Mas se não for possível, podem fazer depois e veremos outras formas de enviar.

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