Milhares em protesto na Coréia


Mais de 200.000 buddhistas se reuniram na Coréia para protestar contra a discriminação da administração do Presidente Lee em relação aos buddhistas do país. Décadas de contínua discriminação, pressão e favorecimentos religiosos levou a população coreana passar de uma maioria buddhista para agora uma maioria cristã. O Presidente Lee Myung-bak é um pastor de igreja presbiteriana e em sua administração promoveu ainda mais a discriminação. Os buddhistas coreanos exigem uma desculpa formal do presidente por seus últimos atos ao mesmo tempo que o estabelecimento de um código de conduta para o funcionalismo público que o obrigue a uma neutralidade religiosa. Um exemplo absurdo disso é que os templos buddhistas não aparecem nos sistemas direcionais GPS dos carros! É claro que as igrejas aparecem; Correligionários de igreja de Lee foram apontados para cargos no governo (alguém conhece país semelhante??); protestadores foram chamados de ‘satânicos’. Nos anos 80, sob outra administração, templos buddhistas foram invadidos, saqueados e abades torturados (com choques elétricos, golpes, privação de sono, etc) e forçados a abandonar seus cargos. E eles prometem mais passeatas caso não sejam atendidos. Bom ver que por lá a presença acontece ao contrário da dificuldade de mobilizar os simpatizantes buddhistas do Brasil.

2 thoughts on “Milhares em protesto na Coréia

  1. Pois é, Ana, acho que a tal ‘dificuldade’ também inclui a falta de divulgação e comunicação. Eu também não fiquei sabendo de nada.

  2. eu concordo da tal “dificuldade de de mobilizar simpatizantes buddhistas do Brasil”, mas qdo as coisas não são divulgadas ( em listas, blogs ou o que seja) não tem pq reclarmar, não?

    ou esse ato foi divulgado só para um grupinho????

    confesso que a história de ” guetos” sempre me incomodam, ainda mais com o que pode advir de posturas assim..enqto não houver uma assimilação do aprendizado de união, de ” estarmos todos no mesmo barco” continuaremos a ver isso acontecer e sem poder reclamar.

    gasshô

    ana

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