Perto de Indra

Sabe a sensacao quando voce chega em um lugar que voce nem mesmo sabia que existia? Essa foi a aventura de anteontem. Todo um dia através de uma regiao rural da India, muitas pequenas estradas empoeiradas (e poe pó nisso!), na boa companhia de um arqueólogo frances, uma pesquisadora sanscritista da universidade Sorbonne, um monge theravada e um guia indiano, a fim de alcancar o local onde Sakka (Indra), o rei dos devas do ceu Tavatimsa, desceu a terra para fazer perguntas ao Buddha. O diálogo aparece no Sakkapanha Sutta.

Eu nem imaginava que esse lugar existia (e note-se que eu traduzi esse sutta muitos anos atrás) e tinha sido identificado, somente há dois anos, por este monge theravada e que coincide exatamente com as descricoes de Fa-hsien e Hsuan-tsang, os peregrinos chineses que visitaram o local séculos atrás.

Na foto acima, o monte onde está a árvore maior, nao é um monte, mas uma stupa, já coberta pela vegetacao rasteira e escondida aos olhos desavisados. Aqui um recorte feito no monte, revelando que tem mesmo uma stupa embaixo:

O arqueologo Yves, que eu ja havia encontrado em anos anteriores, é especialista numa técnica fotográfica que usa papagaios (pipas). As fotos saem fantásticas (aqui em baixa resolucao).

Para complementar (como se fosse preciso!), alguns vilarejos com esculturas antigas de buddhas e bodhisattvas que a populacao ja se esqueceu de quem eram e cultua como se fossem devas da religiao hindu, uma visita a uma escola rural cheia de criancas adoráveis e curiosas por fotografia, e finalizando com o local mais provável onde nasceu e morreu o grande discipulo do Buddha, Sariputta, e a stupa que marca o local.

4 thoughts on “Perto de Indra

  1. Foi Sen-sa-cio-nal, mesmo!! Quando for a Sao Paulo faco uma apresentacao com essas fotos, a de Sariputta e mais um punhado de outras Sen-sa-cio-nais, ok?

  2. De todos os lugares que vc mostrou através de fotos, desde o início de sua viagem em dezembro, esse foi o local que mais me chamou atençáo. Para mim seria um grande privilécio conhecer,bela beleza natural do local e por gostar sempre de ler o Sakkapanha Sutta.

    Josane

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