Em Mumbai

Em Mumbai
(27.12.2010)

Como vcs imaginam a terceira maior cidade do mundo? Mumbai tem 22 milhões de habitantes !!! É gente, gente, gente, carro, carro, carro, tuk-tuk, bicicleta, ônibus velho pra dar com o pé. Perfeita confusão.

o trânsito

É tudo isso misturado ao mesmo tempo. E o mais importante: QUEM ESTÁ NUM VEICULO, POR CERTO, UMA DAS MÃOS ESTÁ NA BUZINA !!!! Eles não sabem o que é viver sem a buzina. Mão e contramão? Esqueça. Nas ruas que não são as principais, faz-se coisa do arco da velha! Semáforo e sinais de trânsito? Sim, estão lá, mas não sei se alguém presta atenção neles!!! Calçada? Tem, mas as pessoas preferem andar pela rua. Faixa de pedestre? Hummmm…todas as vezes que atravessamos uma rua e olhe que éramos 17 pessoas, foi adrenalina pura!!!! Mais ou menos como estar numa pista de fórmula um e quando é dada a largada não há outra opção senão cruzar na frente dos carros!!! Salve-se quem puder! O trânsito é mais ou menos isso…. E não vi nenhum acidente.

Assim como no trânsito, as construções são todas misturadas, principalmente neste lado da cidade onde estamos. Há muita pobreza. Está escancarada. Como a poluição é grande, acumula-se sobre tudo uma camada de pó que dá um efeito pós terremoto ou aquele aspecto de coisa guardada há muito tempo. Só vendo e estando no meio de tudo isso para ter uma idéia.

As cidades são tão antigas, tão antigas, que tenho dificuldade pra pensar como cresceram, como se organizaram no tempo. Se não tiver esta perspectiva acabo julgando o que vejo pelo padrão que conheço. Quando o Brasil foi descoberto a India já estava comemorando milênios.

Hoje fomos a um grande shopping, o Oberoi, para trocar nosso dinheiro. Almoçamos por lá. Comida indiana maravilhosa. Para muitos do grupo uma experiência “intensa”, pois não há como escapar da pimenta.
Fomos a um templo Hare Krishna

templo Hare Krishna

E também andamos a pé por uma famosa praia de Mumbai. Os indianos tem um outro entendimento de praia. É como se eles usassem a praia como uma praça. Biquíni e maiô, nem sinal. Foi uma caminhada muito agradável e divertida. Alguns (os corajosos) experimentaram o sabor de frutas locais. Outros compraram brinquedinhos parecidos com bumerangue. Alguns se aventuraram a colocar desenhos nas mãos e braços, a partir de um carimbo.

Cada dia é mesmo uma aventura garantida. Nada é como estamos acostumados. E isso traz tanto o prazer como o desconforto. A gente fica aqui meio “fora da casinha”. Como cada um reage é matéria que não me compete, mas falando por mim, quanto mais tento encaixar as boas e velhas referências, mais distante fico da experiência que vivo a cada momento. Tomara que sejamos capazes de viver o novo sem as amarras do piloto automático. Amanhã….mais oportunidades de viver a Índia como ela é.

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