Chegando em Ajanta!

Aurangabad/Ajanta
(16.01.2011)

Relato da Pátchima:

Depois de tentar resolver problema de caixa automático que engole cartões brasileiros seguimos para Ajanta. Mais um belo dia de sol. Não sei se sou eu que ando nas nuvens, mas o céu aqui na Índia é de um azul pra lá de bonito. Para os indianos é inverno, mas para mim isso parece alto verão. A paisagem continua árida, alternando regiões planas com montanhas. Agora se vê milho, além da plantação de mostarda. E já estamos diante do portão de acesso às cavernas. Hoje é domingo e é mais ou menos como estar num festival. Vendedores ambulantes, gente, muita gente! E calor! Toma-se um ônibus perto do portão de entrada que leva as pessoas bem próximas às cavernas. O lugar onde estão as cavernas lembra um cânion. As cavernas estão dispostas na encosta de uma montanha rochosa em forma de ferradura. Belíssimo visual!






Pode-se ver abaixo e em frente um vale com um rio e muito verde! Nota cômica: esperando Prof. na entrada da caverna 1, eu e mais 06 companheiros fomos fotografados à exaustão pelos indianos. Vivemos nosso momento aberração.






Ajanta é um conjunto de 32 cavernas esculpidas nas rochas apenas com cinzéis e martelos que abrigam templos e mosteiros que datam do século II aC até o século VI dC. É impressionante que estas cavernas tenham ficado esquecidas por 1300 anos. Só por volta de 1824 foram redescobertas.







Ficamos ao longo de toda visita admirados pelo trabalho que esta obra monumental deve ter exigido de não sei quantos trabalhadores, por toda a arte esculpida nos pilares e paredes, por toda a beleza das pinturas ainda presentes em algumas cavernas. E por todo o esforço das autoridades em recuperar e preservar. Fomos entrando e saindo das cavernas. Inacreditável.







Umas mais simples, outras consideradas únicas no tipo de representação que exibe. O tema central que domina toda a arte ali presente é a vida do Buddha e as estórias das vidas passadas do Buddha. Cada caverna apresenta um detalhe que a distingue da outra. Para meus olhos destreinados, apreciar o aspecto geral de cada uma delas e significado daquele conjunto para a história buddhista foi mais do que suficiente. Amanhã estaremos em Ellora.

Cf. também o relato da Rosana sobre este dia aqui