poemas

A solidão e sua porta

numa das paredes do museu Francisco Brennand lá em Recife …

A solidão e sua porta
Carlos Pena Filho (poeta)

Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
e quando nada mais interessar,
(nem o torpor do sono que se espalha).

Quando pelo desuso da navalha
a barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha

a arquitetar na sombra a despedida
do mundo que te foi contraditório
lembra-te que afinal te resta a vida

com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída:
entrar no acaso e amar o transitório

One comment

  • Anonymous
    31/10/2009 - 1:32 pm | Permalink

    Fantástico e lindo!!!!
    Abraços
    Davi

  • Comments are closed.

    Powered by: Wordpress
    %d blogueiros gostam disto: