Ainda em Agra

Ainda em Agra
(07.01.2011)

Relato da Pátchima:

Zero grau em Agra!!!!! Gelo total e os animados dentro do ônibus em direção a Sikandara: Tumba do Imperador Akbar, o Grande. 

Sikandra

Segundo o que o Prof. Ricardo nos contou, era hábito entre os mongóis escolher o lugar e construir o próprio mausoléu. O fog deixou o mausoléu um pouco escondido. Grandioso edifício em arenito vermelho, ricamente decorado com motivos de animais. Devia estar uns 03-04 graus e pra entrar no mausoléu tinha que tirar o sapato…ai, ai, ai….

no portal


Como diz o companheiro de viagem Antonio Mateus, lá de Aracaju: Como? Não entrar? E viajamos mais de 48 horas pra quê??? Pé ante pé, lá estava diante da tumba que repousa sobre um pedestal de mármore. Quase todos os mausoléus seguem o mesmo padrão, as tumbas ficam no centro de uma sala principal. Elas dominam o espaço, no sentido de não haver nada além. Tudo muito grandioso, mas simples, sem estímulos demasiados que se sobreponham à tumba. A acústica do lugar é perfeita. Havia um senhor guardando a porta e que vez por outra emitia som melodioso que se espalhava por toda a sala, lindamente.

Forte Vermelho de Agra

Seguimos para o Forte de Agra. Muito parecido externamente com o Forte Vermelho em Delhi. Também com muralhas muito altas, em arenito vermelho. Um fosso enorme em toda a sua volta para afastar os inimigos. E lá dentro segundo o Imperador Shah Jahan, o forte “guarda um paraíso interno”. O forte abriga inúmeras construções: mesquitas, palácio dos espelhos, jardins internos.

um jardim


Um imenso labirinto. Forte representante do belíssimo estilo mogol. Pode-se ficar horas em cada um dos setores. Quando voltamos para o hotel já passava das 16h. Descanso para nos prepararmos para o que vem amanhã: a cidade fantasma.

Cf. Também o relato da Rosana sobre este dia

dhanapala

Este é o blog pessoal de Ricardo Sasaki (Dhanapala), psicoterapeuta, palestrante e professor autorizado na tradição buddhista theravada e mahayana, tradutor, autor e editor de vários livros, com um grande interesse na promoção e desenvolvimento de meios hábeis que colaborem na diminuição real do sofrimento dos seres, principalmente aqueles inspirados nos ensinamentos do Buddha. Dirige o Centro de Estudos Buddhistas Nalanda e escreve no blog Folhas no Caminho. É também um dos professores do Numi - Núcleo de Mindfulness para o qual escreve regularmente. Para perguntas sobre o buddhismo, estudos em grupo e sugestões para esta coluna, pode ser contactado aqui.