rewata dhamma

Alegre Viajante – 7

Continuação de Alegre Viajante – 6.

Mesmo utilizando Oakenholt para os seminários e os retiros bem frequentados, o espaço em Carlyle Road se tornou pequeno para aqueles que lá viviam, e em 1981 o Dr. Rewata Dhamma estabeleceu o Birmingham Buddhist Vihara a apenas algumas portas na mesma rua. De lá ele viajava para dirigir retiros e ensinar Buddhismo para um número frequente de centros na Europa. Um centro Karma Kagyu dirigido por Shamar Tulku primeiramente o convidou para a Suíça a fim de dirigir retiros de meditação. Lá ele se conectou com Mirko Fryba, também um discípulo de Mahasi Sayadaw, o qual tinha estabelecido o Grupo de Dhamma da Suíça e agora começava a convidar Bhante para dirigir retiros regulares. Com o tempo, Matthias Barth (um sobrinho do respeitado teólogo Karl Barth) tomou a direção da organização desses retiros e começou uma associação de 25 anos com o Dr. Rewata Dhamma.

Uma sequência semelhante de eventos ocorreu na Bélgica. Bhante originalmente foi convidado para dirigir um retiro em Bruxelas pelos discípulos de Akong Rimpoche. Lá ele contatou aqueles especificamente interessados na Meditação do Insight que vieram primeiramente para seus retiros de 10 dias em Birmingham. Com o tempo, Marie-Cécile Forget fundou o Grupo de Dhamma de Bruxelas e ele passou a dirigir dois ou três retiros por ano. Mas foi Mirko Fryba que o trouxe para a Europa Central após a queda do comunismo. Ao seu convite, ele dirigiu vários retiros de meditação na República Tcheca e se tornou o patrono espiritual da International Buddhist Foundation em Prague, uma instituição que cuida de mais de dez grupos locais na Europa Central e coordena as atividades da Sangha Ayukusala na Áustria, República Tcheca, Alemanha, Eslováquia e Suíça. Em 2003 isso culminou com Bhante atuando como Preceptor para quatro tchecos que tomaram a ordenação mais alta no Monastério Mahasi Sasana em Yangon.

Outro país que Bhante visitou frequentemente foi a Holanda, onde dirigiu retiros no Thai Vihara de Amsterdam. Frequentemente ele mencionava dois holandeses que ele conhecia especialmente. Um era um bispo católico romano aposentado que vivia num quarto simples, sem móveis, e apenas almofadas e um tapete. Em uma parede ficava um crucifixo, e na outra uma estátua do Buddha sobre uma estante. ‘Ambos são importantes’, ele explicava; ‘um nos ensinou a enfrentar o sofrimento, o outro a superá-lo’. Entre os alunos de meditação de Bhante estavam uma ex-freira que havia se convertido para o Buddhismo. Ela era a mais jovem no convento e eventualmente a chamaram de volta para cuidar das irmãs mais velhas. ‘Mas eu me tornei uma buddhista agora’, ela explicou. ‘Tudo bem’, asseguraram a ela, ‘você pode continuar com sua prática buddhista – tanto quanto mantenha o convento funcionando’.

Bhante foi convidado ao próprio coração do Catolicismo e dirigiu um retiro de meditação para monges franciscanos em sua sede em Assisi. Quando perguntado como via seu fundador, ele respondeu: ‘Um santo é um santo, qualquer religião que professe’. Mais tarde ele foi até Roma e foi apresentado ao Papa Paulo VI. Outro colega que vivia na Itália era lama Gangchen Rimpoche, que ele conheceu há dez anos na Índia. Gangchen vinha de uma longa linhagem de curandeiros, assim como o próprio pai de Bhante. Ele agora tinha a nacionalidade italiana e foi com ele que Bhante ficou quando as Relíquias do Buddha foram apresentadas nas Nações Unidas em 2002.

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