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Cerimônia fúnebre

Dando prosseguimento às explicações do Sayadaw U Silananda com relação às cerimônias buddhistas, chegamos agora às cerimônias fúnebres:

Para compreender o significado da cerimônia fúnebre realizada pelos buddhistas, é necessário entender a filosofia subjacente a ela. Cerimônias fúnebres realizadas sem o conhecimento desta filosofia não serão benéficas nem para o falecido e nem para a pessoa que a realiza. Esta filosofia, que é tão essencial nesta cerimônia, é conforme se segue.

De acordo com o Buddhismo, uma pessoa, após sua morte, comumente está passível de renascer em um dos 31 planos da existência. Seu renascimento é condicionado pelos atos bons ou maus que ele fez na vida presente ou, em alguns casos, por atos realizados em vidas passadas. Se ele é virtuoso, ou se fez boas ações durante esta vida, pode renascer no mundo de deuses onde irá desfrutar de prazeres divinos; ou se foi incorreto nesta vida, pode renascer em um dos quatro estados dolorosos conhecidos em pali como Apaya, que consistem de Inferno, Mundo Animal, Mundo dos Petas e Mundo dos Asuras. Sofrerá vários tormentos e punições, fome e sede, etc., nestes estados.

Novamente, de acordo com a Lei Buddhista do Kamma, até para uma pessoa que fez boas ações não é definitivamente certo onde ela irá renascer, se em planos elevados ou em estados dolorosos. Através do Kamma que ela cometeu em vidas passadas e que têm a oportunidade de dar resultados, ela pode renascer num estado doloroso. Assim é a Lei Buddhista do Kamma. Não podemos, contudo, ter certeza sobre em que lugar uma pessoa que faleceu irá renascer.

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