Ellora, parada final

Ellora
(17.01.2011)

Relato da Pátchima:

Último dia de passeio na Índia. Fomos às caverna de Ellora que estão a 40 minutos de Aurangabad. É segunda feira e o movimento de pessoas é infinitamente menor que ontem, em nosso passeio às cavernas de Ajanta.



Chegamos a Ellora por volta das 11h. Tanto Ajanta quanto Ellora estão em lugares privilegiados. A natureza é exuberante. Ellora é um complexo de 34 cavernas, sendo 12 cavernas buddhistas escavadas entre 500 e 700 dC ; 17 cavernas hinduístas escavadas entre 757 a 900 dC e 05 cavernas jainistas, escavadas entre 900 a 1100 dC.



A distância que separa a 1ª caverna da última é de 3 km. Todas as cavernas buddhistas são mahayanas. A localização de todas as cavernas, em espaço mais aberto e com boa iluminação, facilita a visita. Há esculturas enormes e belíssimas, com detalhes de tirar o fôlego.



Para mim a caverna nº 10 (buddhista) e 16 (hinduísta) foram as que mais impressionaram. Uma pela beleza e riqueza de detalhes nas paredes e teto, com galerias laterais e uma estátua magnífica do Buddha sentado. A outra nem sei se dá pra chamar de caverna. É um templo escavado de cima para baixo em tamanho gigantesco.

estudando como nos tempos antigos

Tem um templo principal e outros menores. Absolutamente todos os detalhes foram esculpidos!!! Impressionante. Conta-se que a construção deste templo durou mais de 100 anos. E nós diante deste tesouro! Foi uma viagem no tempo. Realmente um final de viagem “de peso”.



De volta a Aurangabad começamos a organizar a volta para Mumbai. De Mumbai embarcamos para Johannesburg. E de Johannesburg embarcamos para o Brasil. Aos companheiros de viagem e aos que acompanharam os relatos, agradeço a companhia sempre estimulante e generosa.

Próxima Viagem? Quem sabe Birmânia no final do ano! Alguém interessado? 🙂

dhanapala

Este é o blog pessoal de Ricardo Sasaki (Dhanapala), psicoterapeuta, palestrante e professor autorizado na tradição buddhista theravada e mahayana, tradutor, autor e editor de vários livros, com um grande interesse na promoção e desenvolvimento de meios hábeis que colaborem na diminuição real do sofrimento dos seres, principalmente aqueles inspirados nos ensinamentos do Buddha. Dirige o Centro de Estudos Buddhistas Nalanda e escreve no blog Folhas no Caminho. É também um dos professores do Numi - Núcleo de Mindfulness para o qual escreve regularmente. Para perguntas sobre o buddhismo, estudos em grupo e sugestões para esta coluna, pode ser contactado aqui.

2 Comments

  1. Que viagem maravilhosa,repleta de ensinamentos, inspiradora. Estou sempre aqui aprendendo e conhecendo estes lugares lindos.

    Namaste

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