meditação motivação saúde mental

Equilibre com um sorriso

Essa semana no “No que os Buddhistas Acreditam” foi dedicada ao tema Buddhismo e Pessimismo.

Esse é realmente um tema importante, pois não apenas pessoas de fora do Buddhismo por vezes têm essa visão distorcida, mas, lamentavelmente, muitos praticantes também. É preciso corrigir tal visão, mas para isso é preciso também corrigir nossa própria compreensão de como a mente funciona. Temos uma tendência em focar o negativo, um hábito bem antigo de considerar primeiro tudo o que pode dar errado antes de olhar para o que pode ou já está dando certo. O problema é que depois de uma sessão de pensamento negativo, sobra muito pouca energia ou disposição para a segunda etapa. Não é que devemos ver só o positivo de tudo. Não é para nos tornarmos ‘otimistas’. Isso também é uma visão desequilibrada. Mas é, sim, preciso incentivar o pensamento que foca no positivo devido ao fato de que nossos hábitos mentais já tendem para a visão pessimista. Focar no positivo é uma questão de equilíbrio, não de acreditar em contos de fada e nutrir desejos irrealistas.

Notemos, por exemplo, o quão frequente é a tendência de nos culpamos pelo que fizemos bem como pelas nossas omissões. Mas quanto de nós pensam regularmente sobre as coisas boas que fizemos aos outros, os presentes que demos, as palavras de apoio ou qualquer outra coisa que fizemos e que nos relembre do lado bom em nós? Igualmente gastamos demasiado tempo pensando no mal que fizeram a nós. Ó, quão injustiçados, quão injuriados nós fomos, vítimas do destino! Mas quanto tempo tiramos para refletir o quanto já fizeram por nós?

Há uma verdade profunda na frase: “A imagem do Buddha é a personificação da Paz, Serenidade, Esperança e Boa-vontade. O sorriso magnético e radiante do Buddha é a síntese de Sua doutrina”. Sorrir para a vida é ver o Buddha e o Dhamma em todas as coisas.

Que entre uma inspiração e um expiração, no espaço vazio de nossa meditação diária, possamos trazer à mente todo o bem que já fizemos e que fizeram a nós. Que possamos olhar as coisas a partir da abertura do coração, vendo cada situação à nossa frente como uma oportunidade de crescimento, aprendizado e, claro, alegria.

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One comment

  • Anonymous
    13/06/2010 - 6:04 pm | Permalink

    Quantas vezes entre o acordar e o deitar a gente se desvia do objetivo maior por puro automatismo, a tal configuração default ou então desatentos e até meio cegos como no post sobre os limites da ignoracia perceptiva!!
    Obrigada sempre por nos lembrar da alternativa, trazer de volta ao caminho, oferecer o ensinamento do Buddha. Abs. Fátima

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