Estar Consciente

Precisamos estar conscientes para realmente apreciar as coisas. Se estivermos conscientes, podemos começar a apreciar até mesmo as coisas mais simples, como uma flor, uma folha, uma formiga, ou o som de um pássaro bebendo algum líquido. Uma enorme diferença pode ser notada se sua consciência, sua atenção estiver ali enquanto você vê, prova, ouve e assim por diante. Você pode ser capaz de enxergar algo como se fosse pela primeira vez. Essa é uma linda qualidade que alguém pode desenvolver estando consciente. Se você consegue ver as coisas como se fosse pela primeira vez, você se torna verdadeiramente vivo.

Num texto buddhista, chamado Dhammapada, há uma afirmativa muito interessante que diz que se não estamos conscientes, somos como os mortos. A partir daí, podemos compreender que estar consciente é o oposto de estar morto; com essa qualidade de consciência tornamo-nos verdadeiramente vivos e inocentes, cheios de frescor.

Por exemplo, normalmente vemos o trabalho como algo que somos forçados a fazer, mas se utilizamos a consciência, podemos ver o trabalho como uma expressão da amorosidade. Então, você aprende a ver o trabalho de um modo completamente novo e, ao invés de sofrer pelo trabalho que tem que realizar, pode realmente apreciá-lo“.

Um ensinamento do prof. de dharma Godwin Samararatne, traduzido por Rosana L.

dhanapala

Este é o blog pessoal de Ricardo Sasaki (Dhanapala), psicoterapeuta, palestrante e professor autorizado na tradição buddhista theravada e mahayana, tradutor, autor e editor de vários livros, com um grande interesse na promoção e desenvolvimento de meios hábeis que colaborem na diminuição real do sofrimento dos seres, principalmente aqueles inspirados nos ensinamentos do Buddha. Dirige o Centro de Estudos Buddhistas Nalanda e escreve no blog Folhas no Caminho. É também um dos professores do Numi - Núcleo de Mindfulness para o qual escreve regularmente. Para perguntas sobre o buddhismo, estudos em grupo e sugestões para esta coluna, pode ser contactado aqui.