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Jardim da Libertação


Mais tarde, hoje, no site do Nalanda, o link para a tradução do relato de Santikaro a respeito de Suan Mokkh (Jardim da Libertação), nosso querido mosteiro nas florestas do sul da Thailândia. Um pequeno trecho adiantado:

Estou digitando em uma cabana atrás do wat, uma das quase 40, separados por 20 a 30 metros de distância. Digito principalmente à noite, à luz de um lampião de querosene. Vestígios da chuva vespertina pingam das folhas das árvores, várias cigarras cantam com seus sons estridentes, cupins migram (eles imitam os trabalhadores das grandes cidades que viajam de casa para o trabalho ou vice-versa?), a lua um pouco opaca aparece. Levantando os olhos do teclado há escuridão, o contorno das árvores, sombras, a casa das pessoas. Regularmente, desço desta varanda (a cabana está 1,30 metros acima do chão) para cuidar do fogo e preparar um chá ou andar de pés descalços no solo arenoso vermelho espalhado ao redor da cabana, prestando atenção à minha respiração como uma forma de meditação andando. Outras vezes, quando está claro, ando ao redor, paro, inclino para observar brotos de videira, samambaias, cogumelos, musgos, camaleões, atoleiros e a geopolítica de vários tipos de formigas. Eventos, transformações, padrões, ciclos manifestam gentilmente ao coração que procura estar em paz com a natureza. Na sociedade humana vivemos em um mundo complexo de línguas, idéias, crenças e cultura, mas esse mundo mais simples, sem egoísmo, é para ser vivido também. Aqui há fontes constantes para reflexão e contemplação sobre a vida, seu significado e propósito, os jeitos de viver, paz. Eu valho esta árvore de 23 metros? Ouvirei seu Dhamma? O que esse casal de tordos ensina de seu ninho construído na varanda? Quem é o antepassado da lagarta aquecendo-se regiamente no sol?

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