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Mahayana vs. Theravada VI

Continuando de Mahayana vs. Theravada V

Voltemos ao nosso tema. Por encarar o ideal do Arahant como egoísta e baixo, o Mahayana *não* descreveu o ideal do Bodhisattva “como o mais desejável na busca da iluminação”, como diz nosso autor, mas como o *único* realmente merecedor de ser considerado! Enquanto o Theravada propunha que dois caminhos estavam abertos aos seres, o Mahayana postulou que só havia *um* caminho, a ponto de, em seus primórdios, o Mahayana ser conhecido também com o nome de “Bodhisattvayana”. O que dizer então sobre “flexibilidade”? No meu dicionário, “ser flexível” é ser aberto a diversas e variadas expressões com relação a um mesmo tema e considerá-las como igualmente válidas e verdadeiras. Qual tipo de Buddhismo parece ser o mais flexível nessa questão? O que propõe haver duas alternativas ou o que afirma que das duas somente uma deve ser seguida?

Não é impressionante que isso passe desapercebido e que se continue atribuindo ao Mahayana maior flexibilidade do que no Theravada, e ainda mais justamente no ponto em que demonstra ser mais inflexível?

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