METTA

…bondade amorosa, amor divino, boa vontade ativa

É também um sentimento caloroso e amigável de boa vontade e preocupação pelo bem estar e felicidade de si próprio e dos outros. É uma prática de qualidades mentais positivas para superar a raiva (dosa), má vontade, ódio e aversão.

Assim como uma mãe protegerá sua criança, mesmo pondo em risco sua vida, da mesma forma se deve cultivar o amor ilimitado por todos os seres vivos.

Metta deve ser irradiado em igual medida para si próprio e para amigos, inimigos e pessoas neutras, independentemente de sua força e tamanho, e quer eles sejam vistos ou não vistos e quer morem perto ou longe.

A culminância desse metta é a identificação de si mesmo com todos os seres, não fazendo diferença entre si mesmo e os outros, de modo que o assim-chamado ‘eu’ não existe.

Metta não é nem amor passional (pema) nem desejo de possuir (querer). Está acima do amor humano normal do cuidar, confiar e respeitar. É universal e sem limite em seu escopo.

Metta possui um poder magnético que pode produzir uma boa influência sobre os outros, mesmo à distância.

~ uma tradução de Marcus S.

dhanapala

Este é o blog pessoal de Ricardo Sasaki (Dhanapala), psicoterapeuta, palestrante e professor autorizado na tradição buddhista theravada e mahayana, tradutor, autor e editor de vários livros, com um grande interesse na promoção e desenvolvimento de meios hábeis que colaborem na diminuição real do sofrimento dos seres, principalmente aqueles inspirados nos ensinamentos do Buddha. Dirige o Centro de Estudos Buddhistas Nalanda e escreve no blog Folhas no Caminho. É também um dos professores do Numi - Núcleo de Mindfulness para o qual escreve regularmente. Para perguntas sobre o buddhismo, estudos em grupo e sugestões para esta coluna, pode ser contactado aqui.