O bastão de Basho

Aqui um depoimento de alguém que leu “O Centro Dentro de Nós”. Gostei como sintetiza os seus pontos:

Foi com alegria que recebi hoje (quarta), ainda no começo da tarde, meu exemplar d’O Centro Dentro de Nós. Já pude ler alguns ensaios, que me confirmaram uma impressão desenvolvida desde a leitura do Budismo Essencial – A Arte de Viver o Dia-a-Dia: é impressionante como o estilo de Kubose Sensei é acessível, visto que parte da experiência cotidiana de todos nós, repleta de incertezas, problemas, tristezas, alegrias. Fala diretamente ao coração e nos faz lembrar da universalidade dos ensinamentos budistas. Parabéns pela publicação de mais uma obra que certamente trará inspiração e benefícios para muitos!

Zenji Bashô, um famoso mestre buddhista chinês, disse aos seus discípulos: “Se você tem um bastão, eu o darei a você; se você não tem um bastão, eu o tomarei de você”.

O centro desta estória gira em torno desse “bastão”. O que é esse bastão de que Zenji Bashô está falando? Muito tempo atrás, os monges viajantes sempre carregavam um longo bastão, que era usado como proteção e como guia. Em alguns lugares não havia estradas; o bastão era a proteção contra as muitas serpentes e animais selvagens que viviam na selva. Também, quando um monge chegava a um rio, freqüentemente desconhecia sua profundidade; ele podia assim cruzá-lo usando o bastão para medir a profundidade. O bastão, então, representa um guia. Todos têm um guia, mesmo o homem moderno…. Sensei Gyomay Kubose

dhanapala

Este é o blog pessoal de Ricardo Sasaki (Dhanapala), psicoterapeuta, palestrante e professor autorizado na tradição buddhista theravada e mahayana, tradutor, autor e editor de vários livros, com um grande interesse na promoção e desenvolvimento de meios hábeis que colaborem na diminuição real do sofrimento dos seres, principalmente aqueles inspirados nos ensinamentos do Buddha. Dirige o Centro de Estudos Buddhistas Nalanda e escreve no blog Folhas no Caminho. É também um dos professores do Numi - Núcleo de Mindfulness para o qual escreve regularmente. Para perguntas sobre o buddhismo, estudos em grupo e sugestões para esta coluna, pode ser contactado aqui.