O professor está sempre errado

Não sei de quem é o texto, mas neste dia do professor, só quem é entende. Parabéns!

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO!

Quando…

É jovem, não tem experiência

É velho, está superado

Não tem automóvel, é um coitado

Tem automóvel, chora de “barriga cheia”

Fala em voz alta, vive gritando

Fala em tom normal, ninguém escuta

Não falta ao colégio, é um Caxias

Precisa faltar, é turista

Conversa com os outros professores, está falando mal do aluno

Não conversa, é desligado

Dá muita matéria, não tem dó dos alunos

Dá pouca matéria, não prepara os alunos

Brinca com a turma, é metido a engraçado

Não brinca com a turma, é um chato

Chama à atenção, é um grosso

Não chama à atenção, não sabe se impor

A prova é longa, não dá tempo

A prova é curta, tira a chance do aluno

Escreve muito, não explica

Explica muito, o caderno não tem nada

Fala corretamente, ninguém entende

Fala a “língua do aluno”, não tem vocabulário

Exige, é rude

Elogia, é debochado

O aluno é reprovado, é perseguição

O aluno é aprovado, “deu mole”

É, o professor está sempre errado

Mas, se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele.

dhanapala

Este é o blog pessoal de Ricardo Sasaki (Dhanapala), psicoterapeuta, palestrante e professor autorizado na tradição buddhista theravada e mahayana, tradutor, autor e editor de vários livros, com um grande interesse na promoção e desenvolvimento de meios hábeis que colaborem na diminuição real do sofrimento dos seres, principalmente aqueles inspirados nos ensinamentos do Buddha. Dirige o Centro de Estudos Buddhistas Nalanda e escreve no blog Folhas no Caminho. É também um dos professores do Numi - Núcleo de Mindfulness para o qual escreve regularmente. Para perguntas sobre o buddhismo, estudos em grupo e sugestões para esta coluna, pode ser contactado aqui.

5 Comments

  1. Felicidades nesse seu dia, desculpe-nos pelas falhas, seguir sua boa instrução nos inspira para continuarmos firmes e fortes frente aos obstaculos

    abçs

    Alf

  2. Coloco minha assinatura junto a do Guttemberg! Abraço, Fátima

  3. Pois é….

    com 6, 7 anos e até por volta dos 10 ( bem isso era antigamente, hj a coisa já se complica, diriam alguns que a modernidade e a pós-modernidade ” faz” seres precoces…sei não) mas voltando aos 6, 7 anos eu diria que o nosso professor ( a) é o nosso idolo, depois de nossos pais é em quem depositamos toda nossa confiança, em quem nos entregamos para sermos guiados. Por volta dos 13, 14 ,15, e isso pode durar infinitamente, pois hoje sabemos de uma nova modalidade classificatória os tais;
    “adultescentes” ai o nosso professor é o descrito como no post sim, e ai de nós se não for assim…é preciso ter um tanto de rebeldia contestária ( em certa medida eu diria…saúdavel, a questão é qdo isso se prolonga…rs)para se fazer “ser”.

    Por volta do inicio da maturidade ( será que hoje ela começa aos 40, com tantos “adultescentes” livres, leves e soltos por ai…) as figuras fortes introjetadas na nossa infância passam a ter um outro sentido, e alguns de nós passam a exercitar a gratidão por aqueles ( mestres professores) que em algum momento de nossas vidas deram sua contribuição, não só em conhecimentos, mais em posturas éticas frente a vida e as suas vicissitudes…e isso é tão gratificante, se perceber integrado
    e grato a vida e a todos.

    Minha gratidão a todos que em algum momento da minha jornada, fizeram esse papel de professor.

    gasshô

    ana

  4. Pois é Professor,

    Parabéns pelo seu dia e também obrigado pelos seus constantes esforços em disseminar o Dhamma, dos quais também eu me beneficio.

    Abraços
    Guttemberg

  5. Querido Ricardo, lendo os interessantes textos do seu blog vi um que me chocou bastante. Trata-se de um texto onde você critica a atuação de um articulista da folha, o artigo é:Aldo Pereira e o Tibet . Desculpa escrever sobre isso em uma postagem que não diz respeito a essa questão mas só li agora e imediatamente fiquei com vontade de comentar. Já não faz muito tempo e vendo o programa do Jô Soares vi um comentário dele sobre a questão Tibetana.Ele comentava com a entrevistada Sonia Bridi que não conseguia compreender o que os tibetanos queriam com sua autonomia, pois ele compreendia que o tibete estava se libertando de um poder teocrático onde monges enrriqueciam. Para ele a china estava realmente levando o progresso. Escrevi rapidamente para o programa mas obtive uma resposta do tipo: agradecemos seu comentário, suas críticas nos ajudam a melhorar nosso programa.
    Fiquei estarrecido e pensando: Longa vida para S.S. O Dalai Lama, sei que estamos distntes, sei que são culturas diferentes mas isso nos toca em nossas questões mais humanas. seu texto é belíssimo… só nos resta mesmo rezar, para que S.S. tenha longa vida, para que seus projetos de benefício aos seres continue… sabemos que o budismo continuará sempre porque ele não se limita a uma região ou cultura ou seja lá o que for, e suas formas são diversas e adaptáveis. Obrigado por ser este agente e por continuar este difícil caminho de sabedoria. Longa vida!!!!

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