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Perdoe a si mesmo e perdoe os outros

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Às vezes é difícil perdoar os outros, porque as feridas que carregamos são normalmente criadas por aqueles que estão perto de nós. É muito interessante refletir sobre isso. As pessoas que estão distantes não criam feridas: amigos por correspondência nunca desapontam! Apenas os amigos que estão perto de nós. Esse é um aspecto importante de relações estreitas.

Uma maneira de desenvolver esse perdão é percebendo que você é humano e os outros também são humanos. Algumas vezes nós nos colocamos em um pedestal e isso pode ser muito irreal, pode ser idealista demais. Na cultura ocidental, o modelo usado é frequentemente o modelo de perfeição. O que acontece é que você cai deste pedestal de perfeição e, consequentemente, você sofre de culpa e de ódio de si mesmo. Você dá a si mesmo um sinal de menos, porque você caiu deste pedestal, porque você não pode viver de acordo com suas próprias expectativas. Isso é o que fazemos em relação a outras pessoas também: nós as colocamos em pedestais. Em termos buddhistas isso significa que você quer se comportar como uma pessoa iluminada e você espera isso também das outras pessoas. E quando os outros não se comportam como pessoas iluminadas você lhes dá um menos e começa a odiá-las. É assim que você cria tantos sofrimentos para si mesmo.

Eu costumo dizer que se vocês cometem um erro, vocês devem se lembrar: “Não fiquem surpresos, vocês ainda não estão iluminados”. E quando vocês veem alguma outra pessoa cometer um erro: “Não se surpreendam, eles também não estão iluminados”. Esta é uma maneira muito simples e direta de aceitar a nós mesmos, nossa condição humana, nossa imperfeição e de aceitar a imperfeição e condição humana dos outros“.

Este é um ensinamento do professor de Dharma Godwin Samararatne. Visite a Sala de Estudos do Nalanda para mais ensinamentos.

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