meditação saúde mental

Porque a meditação nos ajuda a focar

Porque a meditação nos ajuda a focar:
A observação vigilante melhora o circuito cerebral em apenas um mês
Cientistas percebem melhoria das conexões cerebrais após os participantes passarem por apenas 11 horas de treinamento.


por Claire Bates

A pesquisa mostra que apenas um mês de treinamento em meditação altera as conexões cerebrais de maneiras a poder abrir a porta para novos tratamentos para desordens mentais. Os cientistas observaram os efeitos do treinamento integrado de mente e corpo (IBMT) em dois grupos de estudantes universitários. Depois de apenas 4 semanas, ou 11 horas, as sondagens mostraram mudanças físicas nos cérebros dos voluntários.

Tornando-se vigilante:
O estudo provê um quadro mais detalhado de quais mudanças acontecem no cérebro.

Fibras nervosas, conhecidas como ‘matéria branca’, tornam-se mais densas, provendo números maiores de conexões sinalizadoras no cérebro. Ao mesmo tempo, há uma expansão da mielina, o isolamento gorduroso protetor que envolve as fibras nervosas. Os efeitos foram vistos na região anterior cingulata do córtex cerebral, que ajuda na regulação do comportamento. Uma atividade pobre dos nervos nesta parte do cérebro está associada a uma gama de problemas mentais, incluindo desordem de déficit de atenção, demência, depressão e esquizofrenia.

O estudo avança sobre a pesquisa anterior baseada em sondagem por meio de ressonância magnética (MRI) que primeiramente revelou as mudanças cerebrais induzidas por IBMT. Os cientistas revisaram resultados de dois estudos de 2010, olhando detalhadamente para aquilo revelado pelas sondagens. Um deles envolveu 40 estudantes norte-americanos da Universidade de Oregon; o outro 68 estudantes da Universidade de Tecnologia de Dalian na China.

Os pesquisadores descobriram uma maior densidade de axons ou fibras nervosas, após duas semanas de treinamento IBMT, mas nenhuma mudança na formação de mielina. Após um mês, foi notado um aumento tanto na densidade de axons quanto na mielina. Estudantes que passaram pelo IBMT também relataram uma melhoria no humor, experimentando reduzidos níveis de raiva, depressão, ansiedade e fadiga. Mostratam também níveis mais baixos do hormônio do estresse cortisol.

O líder do estudo, professor Michael Posner, da Universidade do Oregon, que conduziu a pesquisa original norte-americana, disse: ‘Este estudo nos dá um quadro mais detalhado do que de fato se modifica. Confirmamos as mesmas localizações das mudanças na matéria branca que encontramos anteriormente. E agora mostramos que tanto a mielinização quanto a densidade dos axons melhoraram. A ordem das modificações que encontramos pode ser similar às mudanças encontradas durante o desenvolvimento cerebral no começo da infância, permitindo um novo modo de revelar como tais mudanças poderiam influenciar o desenvolvimento emocional e cognitivo’.

As descobertas estão relatadas no Journal Proceedings of the National Academy of Sciences. Em suas conclusões, os cientistas escreveram: ‘Este padrão dinâmico da modificação da matéria branca que envolve a região anterior cingulata do córtex cerebral, uma parte da rede cerebral relacionado à autorregulação, pode prover um meio para a intervenção a fim de melhorar ou prevenir desordens mentais’.

A neurocientista Dr. Elena Antonova, do Institute of Psychiatry, do King’s College de Londres, disse: ‘As descobertas desse estudo são potenciais boas notícias para todos nós. Se tão somente 11 horas de treinamento em observação vigilante torna a rede neural do cérebro mais prolífica e melhor insulada, então simplesmente sendo vigilantes, o que é acessível a qualquer um a qualquer momento, conseguiremos desfrutar de uma vida de clareza mental e estabilidade emocional’.

Dr. Eva Cyhlarova, chefe de pesquisa da Mental Health Foundation, disse: ‘Este estudo é outro exemplo da neuroplasticidade do cérebro nos adultos e como algumas técnicas simples podem afetar sua estrutura bem como sua função. Além disso, tais mudanças parecem levar a melhorias no humor, que são consistentes com a autorregulação ser uma característica central de muitos problemas de saúde mental. Se um método simples e barato de treinamento mostra resultados positivos, há esperança para mais pessoas com problemas de saúde mental serem capazes de acessar apoio por meio de intervenções acessíveis’.

Publicado no Daily Mail

Nota: Leitores mais a par dos termos técnicos médicos, são bem-vindos para contribuir com correções de tais termos no texto.
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