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Relançamento de Passo a Passo: Meditações sobre a Sabedoria e a Compaixão

Passo a Passo – Meditações sobre a Sabedoria e a Compaixão” agora em ebook

É um grande prazer informar sobre o relançamento, agora no formato de ebook, do livro “Passo a Passo – Meditações sobre a Sabedoria e a Compaixão” do falecido Supremo Patriarca do Buddhismo do Camboja, o Venerável Maha Ghosananda. Tenho um especial carinho por este livro, primeiramente por ter conhecido o autor e o editor, bem como ter sido hospedado pela maravilhosa comunidade de refugiados do Camboja nos Estados Unidos, mas também por ter sido esta minha primeira tradução publicada no Brasil, em 1993, pela Editora Vozes. Agora, exatamente 20 anos depois, lançamos as palavras de sabedoria e compaixão, juntamente com a inacreditável história da guerra no Camboja e a participação do autor nela, em forma de ebook. “Passo a Passo” é um livro imperdível para se conhecer a força do Dharma em ação, e ver como a força da compaixão, mesmo no ambiente extremo de uma guerra insana, pode fazer brilhar os corações. Não deixe de ler este livro, você não irá se arrepender.

Abaixo um artigo sobre Maha Ghosananda.

A Paz é Possível

Lembrando o Gandhi do Camboja

© escrito por Anna Brown, Waging Nonviolence

© traduzido por Dhanapala com a permissão da autora

Nota: Para conhecer mais sobre a história do Camboja nesse período negro e os ensinamentos de Maha Ghosananda, confiram “Passo a Passo“.

Nós, buddhistas, devemos encontrar a coragem de sair de nossos templos e entrar nos templos da experiência humana, templos que estão cheios de sofrimento. Se escutarmos o Buddha, Cristo ou Gandhi, não poderemos fazer nada a não ser isto. Os campos de refugiados, as prisões, os guetos e os campos de batalha se tornarão, então, nossos templos. Temos tanto trabalho a fazer“.

– Maha Ghosananda, “Somos Nosso Templo”, do livro “Passo a Passo – Meditações sobre a Sabedoria e a Compaixão” © Edições Nalanda, 1993

A revelação recente sobre o apoio de altos escalões do partido democrático à decisão do presidente Richard Nixon de enviar tropas norte-americanas e sul-vietnamitas ao governo cambojano e continuar seus ataques de “bombardeamento secreto” me fez reler “Maha Ghosananda: O Buddha do Campo de Batalha” de Santidhammo Bhikkhu. Suponho que eu estava à procura de alguém que houvesse descoberto um caminho não-violento através da insanidade da guerra e de sua horrível violência.

A edição de 24 de junho do Washington Post relata que, quando Nixon telefonou ao senador John Stennis (D-Mississippi), na época parte do Comitê do Exército, em 24 de abril de 1970, para informá-lo de seus planos para o Camboja, Stennis respondeu: “Estarei com o senhor … eu o congratulo pelo que está fazendo”. Parte daquilo que Stennis “o congratulava” já estava acontecendo, como relatado na edição do Cambodian Daily de 18 de março de 2009: “Entre 18 de março de 1969 e 15 de agosto de 1973, bombardeiros norte-americanos, bombardearam massivamente, por vezes indriscriminadamente, o ‘neutro’ Camboja, matando civis, pulverizando a zona rural e empurrando a nação ainda mais profundamente na direção do conflito no vizinho Vietnã. Estima-se que as mortes variam de tão poucos como 5.000 a mais de meio milhão”.

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Maha Ghosananda e Dalai Lama

O Daily revela que os bombardeios de 18 de março não foram os primeiros a devastar a terra e seu povo; eles aconteciam desde 1965. A “Operação Cardápio” de 1969, com suas campanhas de “Café da Manhã, Almoço, Lanche, Jantar e Sobremesa” foi simplesmente uma escalada do que já havia começado em 1965. Em resumo, relata o Daily: “os bombardeiros B-52 de longo alcance voaram mais de 230.000 vezes por cima do Camboja e descarregaram mais de 2.75 milhões de toneladas de munição em mais de 113.000 regiões cambojanas … e mais que o peso total em toneladas de bombas lançadas pelas Forças Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial, contando com as duas bombas atômicas usadas no Japão”.

Mann Phal, que era uma menina durante a época da Operação Cardápio, coloca a carne humana nas estatísticas do relato do Cambodian Daily: “Meu pai disse: ‘Filha, corra para a casamata, o avião está vindo’. Antes dela chegar lá, a casamata recebeu um golpe direto. A explosão esfacelou sua família em pedaços e lançou um pedaço da perna de seu pai para o alto de uma árvore. Os corpos de sua mãe e irmã abriram-se até as vísceras. Aquela bomba também fez penetrar lâminas ferventes na cabeça, pernas e braços de Phal … Phal sobreviveu [seu irmão carregou sua irmã inconsciente para a segurança] mas seu braço foi deixado balançando por pedaços de carne e osso, e mais tarde foi amputado. [Sua] avó retornou ao campo bombardeado … a fim de coletar as partes dispersas dos corpos [os pais de Phal e quatro de seus irmãos morreram], e enterrou-as juntas num único túmulo”.

O Daily termina seu artigo com uma citação final de Phal: “Se você trouxesse [o piloto americano que lançou as bombas] aqui hoje, eu bateria nele. Eu cortaria seu braço para colocá-lo em meu próprio corpo”.

No mosteiro aprendemos a meditar da seguinte forma. Durante todo o dia, movemos a mão para cima e para baixo, para cima e para baixo, com observação vigilante, seguindo atentamente a respiração. Todos os dias, fazíamos isso – nada mais. Maha Ghosananda

Durante a Operação Café da Manhã, Maha Ghosananda estudava meditação num eremitério de floresta do sul da Thailândia. Como Phal, seus pais e irmãos também foram mortos nos bombardeios e na violência que tomava o Camboja. Ao ouvir sobre o grande sofrimento sofrido pelo povo cambojano, o primeiro impulso de Ghosananda foi correr de volta ao Camboja, onde “os rios são cheios de sangue” e ajudar de qualquer maneira que fosse. Seu professor buddhista, o venerável Ajahn Dhammadaro, insistiu, entretanto, que ele permanecesse no mosteiro e aprendesse a meditar. A paz, segundo Dhammadaro, começava no próprio coração. Além disso, e antes de se envolver numa situação, conheça quando a hora para agir havia amadurecido. Quando Ghosananda soube que toda a sua família havia sido morta, ele não conseguia parar de chorar. Mesmo durante essa época, o ensinamento do mestre permaneceu o mesmo: “Não chore. Esteja vigilante. Ter a vigilância é como saber quando abrir as janelas e portas … Você não pode parar a luta. Ao invés disso, lute contra seus impulsos de lamentação e raiva. Esteja vigilante. Pare de chorar e observe vigilantemente”.

Quando os professores buddhistas falam de “vigilância” eles não estão falando de conhecimento intelectual. Na época em que Ghosananda, que havia nascido em 1929, veio estudar com Dhammadaro, ele já havia sido ordenado monge, graduado pela Universidade Buddhista de Phnom Penh, completado estudos avançados numa universidade buddhista em Battambang, e conquistado um Ph.D. da Universidade Nalanda na Índia. Ghosananda, que havia nascido em uma família de camponeses do delta do Mekong, era também fluente em numerosas línguas. Quando recebeu seu doutorado, Samdech Preah Ghosananda, recebeu também o título honorário de “Maha”, que significa, de acordo com Santidhammo, “‘grande’ e se refere a um monge que é um expert em pali e um erudito monástico”.

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Sulak Sivaraksa, Maha Ghosananda e Dalai Lama

Ghosananda provê um vislumbre da natureza da vigilância em uma piada sobre suas próprias conquistas acadêmicas: “Ph.D. significa Person Has Dukkha (a Pessoa tem Dukkha)”. Quando o Buddha disse, no Primeiro Nobre Ensinamento: “Toda a vida é sofrimento”, ele estava apontando para dukkha. Uma forma de explicar novamente a Primeira Nobre Verdade poderia ser colocada como “tudo na vida aparece como sendo sofrimento”. Mesmo na melhor das circunstâncias não há ninguém que consiga escapar da abrangente insatisfatoriedade da vida”. Esse ensinamento buddhista em particular não significa, por exemplo, que minimizamos o terrível sofrimento experienciado pelas famílias de Phal e Ghosananda; ele simplesmente nos pede que olhemos mais profundamente para a natureza de nosso ser e para a natureza do sofrimento.

A coragem de até mesmo olhar para o sofrimento – ou para a verdade de nossas vidas de forma honesta – para não dizer “entender” o que os buddhistas estão dizendo, é o motivo de Ghosananda, com todas as suas conquistas acadêmicas, ter estudado numa floresta da Thailândia por nove anos durante o pior período dos bombardeamentos. Apesar das terríveis notícias sobre sua família, seu professor pediu a ele para “não chorar e ser vigilante”. Ghosananda tomou isso como ponto inicial de sua prática da vigilância: “Toda sua família, todos os seus amigos se foram [Ficaram no passado]. Ele pensou sobre o futuro e viu que era completamente desconhecido. Então decidiu fazer a única coisa que poderia fazer, que era cuidar do presente tão bem quanto fosse possível”. Como o entendimento buddhista de dukkha, o “momento presente” é um outro termo que corre o risco de ser reduzido a um clichê ou ser completamente mau entendido. Daí ser um imperativo buddhista o praticar e não apenas falar sobre a prática. Sem tal prática é quase impossível, como descobriu o professor zen americano Blanche Hartman , entender o que Ghosananda dizia quando falou: “Quando conhecer o sofrimento conhecerá o Nirvana”.

Após deixar o mosteiro thailandês de floresta, Ghosananda caminhou direto para o campo de batalha em que o Camboja havia se tornado após a intervenção pós-americana e durante o surgimento e reinado do regime khmer de Pol Pot. De 1975 até o início de 1979, as práticas genocídas de Pot dizimaram quase dois milhões de cambojanos através de execução, trabalho forçado e fome. Juntamente com o povo cambojano em seu sofrimento e morte estavam perto de 62.000 de seus 65.000 monges buddhistas, incluíndo a própria prática “oficial” do Buddhismo. Ghosananda, que entrou em um campo de refugiados cambojanos localizado na fronteira thailandesa em 1978, deve ter parecido ao povo doente e faminto do campo como se fosse um fantasma vestido com o manto laranja. Muito em breve, entretanto, as pessoas começaram a se dirigir aos bandos em sua direção, recebendo dele um verso do Metta Sutta que dizia: “O ódio nunca é vencido pelo ódio; somente o amor pode vencer o ódio”.

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Maha Ghosananda e João Paulo II

Ghosananda, que havia conhecido profundamente o sofrimento, andou com grande serenidade pelo campo imundo. Era frequente ser dito a seu respeito que alegria e felicidade pareciam irradiar de seu ser; ou como o monge beneditino James Wiseman costuma se lembrar: “Ao olhar para o Venerável Ghosananda, tinha-se a impressão de que não apenas seu sorriso mas todo o seu corpo era radiante. Parecia que sua pele havia sido tão lavada que ela brilhava”. Ghosananda, em outras palavras, era a encarnação do sutta que distribuía para as pessoas do campo. Por dar a elas primeiramente o sutta ele não estava ignorando as necessidades físicas dos refugiados, mas estava, realmente, dando a eles um instrumento de bem-estar para toda a vida.

Desde sua entrada no campo de Sakeo, Ghosananda empreendeu um esforço sem fim de quinze anos em benefício do povo cambojano. Suas muitas obras, bem documentadas no breve livro de Santidhammo, revela-o fazendo muitas coisas, desde a construção de templos e campos de relocação até o trabalho no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas. Ghosananda, que foi frequentemente mencionado como o “Gandhi Cambojano”, também reuniu um exército de paz cuja única munição eram as “balas da bondade amorosa”. Seu exército, reunido para seis “Dhammayietra (uma peregrinação pela verdade ou uma caminhada pela paz) pela Paz e Reconciliação” caminhava um passo de cada vez: “As guerras do coração sempre levam mais tempo para esfriar do que o cano de uma espingarda … precisamos nos curar através do amor … e devemos fazê-lo vagarosamente, passo a passo”. O passo mais difícil era o de amar o próprio inimigo mas, ainda assim, se desejamos a paz, devemos tomar este primeiro passo. Dependendo de sua prática buddhista, Ghosananda compreendia que quando vemos o “inimigo”, vemos a “nós mesmos”. Olhando profundamente para essa compreensão eu não lutarei com um outro pois, de fato, estarei lutando contra mim mesmo. É uma bênção que Ghosananda tenha tido um tão bom professor e que, de fato, tenha aprendido como meditar no mosteiro thailandês de floresta.

A devoção de Ghosananda ao trabalho pela paz começou cedo. Quando estudava na Universidade Nalanda, ele teve a oportunidade de encontrar, estudar e trabalhar com o monge japonês Nichidatsu Fujii, que havia estudado intensamente com o próprio Gandhi em seu Wardha Ashram e, mais tarde, fundou a ordem buddhista Nipponzan Myohojii. Em 1954, Fujii construiu o primeiro Pagoda da Paz e organizou sua primeira caminhada pela paz no Japão. De acordo com Fujii, para quem a não-violência era o centro de seus esforços pela paz: “a civilização não é ter luz elétrica, aviões ou produzir bombas nucleares. Civilização é não matar as pessoas, não destruir os seres vivos, não guerrear. Civilização é manter o respeito e afeição uns pelos outros”. Hoje, seus adeptos, incluindo aqueles nos Estados Unidos, continuam a caminhar pela paz e pela proibição das armas nucleares.

Durante as muitas caminhadas de Dhammayietra que ele dirigiu no Camboja, Ghosananda interpretou de forma literal e séria o dito de Fujji de “respeitar e nutrir afeto um pelo outro”; de alguma forma ele foi até mesmo capaz de trazer os membros do Khmer Vermelho para dentro de sua tenda de reconciliação, perdão e não-violência. Mas o esforço não foi sem custo. Durante a maior parte das caminhadas, Ghosananda e seus inúmeros discípulos do Dhammayietra foram atingidos ou pegos no meio do fogo cruzado. Em algumas de suas caminhadas, alguns monges e monjas que se juntaram a ele foram mortos. Ainda assim, Ghosananda e os milhares de seu exército da paz não pararam de caminhar. Da mesma forma como o Buddha o fez em sua própria época, os andarilhos do Dhammayietra seguiram diretamente para o coração do conflito. Quando os parentes do Buddha começaram a brigar pelo uso da água em duas comunidades, o Buddha – sentindo que uma luta armada logo iria se deflagrar – andou diretamente para o campo de batalha e perguntou: “O que é mais precioso, a água ou o sangue humano?” Quando as pessoas responderam que o sangue humano era mais precioso, o Buddha perguntou: “Então, por causa da água vocês farão correr rios de sangue? O que estão fazendo é correto?”

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Maha Ghosananda e “Passo a Passo”

Em 12 de abril de 1992, quando a primeira Dhammayietra começou, o que se esperava era andar em solidariedade com aqueles refugiados cambojanos que estavam retornando para suas casas vindos da Thailândia, pela primeira vez em vinte anos. Representantes das Nações Unidas, o Khmer Vermelho e representantes do governo thailandês, entre outros, se opuseram à iniciativa. O maior obstáculo, entretanto, era as minas terrestres enterradas no chão desde os anos 70. Qualquer obstáculo que os andarilhos enfrentassem, no entanto, era equilibrado pela gratidão do povo cambojano que era encontrado ao longo da caminhada – até mesmo membros do Khmer Vermelho. Os norte-americanos Elizabeth Bernstein e Bob Maat, que estavam na caminhada, tiveram suas reflexões documentadas por Santidhammo assim:

“Tão cedo quanto 4 da manhã, na cidade ou no campo, famílias esperavam fora de suas casas com um balde de água, velas e incensos. À medida que monges e monjas passavam dois a dois, em fila, eles abençoavam as pessoas e a água, com palavras de paz: “Que a paz esteja em seus corações, família, vilarejo e nosso país”. Em retorno, muitos andarilhos tinham seus pés lavados por aqueles que esperavam ao longo da estrada, desejando-nos o bem em nossa jornada: “Que seus pés estejam tão frescos quanto esta água”.

Enquanto os andarilhos passavam, soldados do Khmer Vermelho e forças governamentais depunham suas armas ao lado da estrada e pediam pelas bênçãos de Maha Ghosananda, expressando seus terror pela guerra e sincero desejo pela paz: “Não queremos que ninguém seja morto ou ferido”, disse um soldado. “Apesar de ser um soldado, não tenho malevolência em meu coração”.

Em um vilarejo onde um massacre de trinta pessoas havia ocorrido recentemente, o povo do vilarejo deu boas-vindas aos caminhantes e um homem disse: “Esta é a primeira vez que ousamos nos reunir novamente em um grupo grande. Simplesmente não podíamos deixar de vir. Todos estão aqui. O mercado está fechado e o povo deixou seus empregos para recebê-los. Somos gratos que vocês vieram para nos ajudar a encontrar a paz novamente. Os monges e monjas devem nos liderar para fora desta confusão de matarmos uns aos outros Se apenas pensamos em matança e vingança, isso nunca terminará. O Buddhismo deve nos guiar”.

Meditações sobre a sabedoria e a compaixão

Em sua declaração “Um Exército de Paz”, que pode ser encontrada na publicação de 1992 de Ghosananda, “Passo a Passo: Meditações sobre a Sabedoria e a Compaixão” (Parallax Press, com edição brasileira de Edições Nalanda, 1995), ele começa dizendo: “A história está sendo feita. Quatro exércitos estão colocando suas armas no chão. Quatro facções estão se unindo para governar. Estamos todos caminhando juntos”.

Infelizmente, a história feita por Ghosananda e os andarilhos cambojanos da paz frequentemente não aparece nas notícias do Washington Post, New York Times, etc. O que somos levados a ler são aquelas histórias pesadamente moldadas pela luta armada e pela dominação política. A tentação, à luz dessa realidade, é cair no desespero ou desejar que Ghosananda, falecido em 2007, ainda estivesse conosco. A isso, imagino que Ghosananda teria dito algo assim, como frequentemente o fazia: “A paz é possível, apenas o faça passo a passo!”

© escrito por Anna Brown, Waging Nonviolence

© traduzido por Dhanapala sob permissão da autora

Nota: Para conhecer mais sobre a história do Camboja nesse período negro e os ensinamentos de Maha Ghosananda, confiram “Passo a Passo“.© Comunidade Buddhista Nalanda, 2009

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