Sobre estar errado

Uma parte significativa da vida é perceber como num momento acreditamos em algo e logo em seguida outra coisa acontece mostrando que o aquilo que pensávamos estava errado. É parte dos equívocos que ocorrem na vida, mas também o que torna a vida interessante, caso tenhamos a abertura para notar a multitude de pontos de vista que acompanham uma situação. Neste vídeo, a “errologista Kathryn Schultz discute o estar errado, o que isso implica para nosso processo cognitivo. O fato é que as coisas mudam, e elas mudam conforme caminhos inesperados. Estarmos errados não significa, nas palavras de Schultz, que somos errados. “Olhe ao redor, um para o outro, e fite a vastidão, a complexidade e os mistérios do universo, e seja capaz de dizer: “Uau, eu não sei. Talvez eu esteja errado”. Em meu livro “Céu Azul Verde Mar” descrevo uma meditação do zen coreano que consiste em recitar a cada respiração “Não Sei”. Pode ser um bom começo para meditarmos e vivermos.

dhanapala

Este é o blog pessoal de Ricardo Sasaki (Dhanapala), psicoterapeuta, palestrante e professor autorizado na tradição buddhista theravada e mahayana, tradutor, autor e editor de vários livros, com um grande interesse na promoção e desenvolvimento de meios hábeis que colaborem na diminuição real do sofrimento dos seres, principalmente aqueles inspirados nos ensinamentos do Buddha. Dirige o Centro de Estudos Buddhistas Nalanda e escreve no blog Folhas no Caminho. É também um dos professores do Numi - Núcleo de Mindfulness para o qual escreve regularmente. Para perguntas sobre o buddhismo, estudos em grupo e sugestões para esta coluna, pode ser contactado aqui.

2 Comments

  1. Palestra ótima, deixa claro o ensinamento destes dois sábios que cito abaixo:

    “Tudo é incerto, não se apegue a nada!” – Achan Chah

    “Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa.” – Sócrates

  2. Excelente, Professor!
    Nada fácil, doloroso e contra a corrente. Tão simples e até óbvio depois de certa contemplação, no enteanto.
    Viver sem chão, em queda e ainda assim fazendo o que tem de ser feito.
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