Trabalho e dharma se tornam um

“Quando trabalho e dharma se tornam um, o “secular” e o “espiritual” deixam de ser dois reinos separados. A maioria dos buddhistas tem a tendência de ver o secular – e todas as realizações mundanas – exclusivamente como assuntos de família e o espiritual como se tratasse apenas da busca da libertação pelos monges. Buddhadasa, ao contrário, acreditava que os chefes de família também tinham de treinar suas mentes: a vida secular é cheia de frustrações e tristezas e uma mente sem treinamento sofrerá infinitamente. Assim, Buddhadasa encorajava os monges de Suan Mokkh a deixarem sua cabana para fazer tarefas manuais, ao mesmo tempo em que tentava guiar os seguidores leigos a trabalhar com uma “mente vazia”, isto é, livre de desejos e ego. Ele freqüentemente dizia: “Você só ficará livre do sofrimento quando viver, comer, trabalhar, fazer qualquer coisa sem uma mente apegada, sem isso de eu e meu.” A máxima funciona tanto em nível pessoal quanto social”. – Phra Phaisan Visalo

Este trecho, assim como o anterior, pertencem a um artigo escrito pelo monge Visalo para o centenário de nascimento de Tan Ajahn. O artigo inteiro pode ser visto agora em:

O Legado do Monge Reformista Thailandês

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dhanapala

Este é o blog pessoal de Ricardo Sasaki (Dhanapala), psicoterapeuta, palestrante e professor autorizado na tradição buddhista theravada e mahayana, tradutor, autor e editor de vários livros, com um grande interesse na promoção e desenvolvimento de meios hábeis que colaborem na diminuição real do sofrimento dos seres, principalmente aqueles inspirados nos ensinamentos do Buddha. Dirige o Centro de Estudos Buddhistas Nalanda e escreve no blog Folhas no Caminho. É também um dos professores do Numi - Núcleo de Mindfulness para o qual escreve regularmente. Para perguntas sobre o buddhismo, estudos em grupo e sugestões para esta coluna, pode ser contactado aqui.

One Comment

  1. hummmmmmmmm

    bom “rememorar” de vez em sempre…

    e lá vou eu para o tanque…rs

    obrigada,

    ana

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